A angioTC de coronárias (CCTA) vem ganhando protagonismo na prevenção primária porque vai além do escore de cálcio: ela identifica placas não calcificadas, muitas vezes invisíveis ao CAC, e que podem representar aterosclerose ativa e risco real mesmo em pessoas classificadas como “baixo risco” pelos escores tradicionais.
Um grande estudo populacional recente (JAMA), com quase 25 mil indivíduos de 50 a 64 anos sem doença cardiovascular conhecida e seguimento de aproximadamente 8 anos, mostrou que a presença de placa não calcificada na CCTA se associou a maior risco de primeiro evento coronário e que a inclusão dessas informações anatômicas melhorou a predição de risco e a reclassificação, principalmente entre os pacientes inicialmente rotulados como baixo risco.
Na prática, isso muda o jogo: detectar precocemente placas não calcificadas permite “antecipar” o diagnóstico da doença coronária, individualizar a prevenção e orientar medidas mais assertivas — especialmente em pacientes que, pelo cálcio ou pelo risco clínico, poderiam ser falsamente tranquilizados.
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