Medicina baseada Em valor

AngioTC de coronária: uma forma de personalizar e acompanhar o tratamento da aterosclerose

Como médico que realiza angioTC de coronária há mais de duas décadas, entendo que o maior valor do método não está apenas em identificar estenose significativa. O verdadeiro ganho clínico da angiotomografia coronária é permitir que o médico deixe de trabalhar exclusivamente com probabilidade estatística e passe a visualizar a doença aterosclerótica de forma concreta, individualizada e biologicamente coerente.

Ponto central: a imagem coronária transforma risco estimado em doença documentada, aproximando a prevenção cardiovascular da medicina individualizada.

Diretriz de dislipidemia 2026: mudança de paradigma

A diretriz americana de dislipidemia de 2026 consolidou uma mudança importante no raciocínio clínico. O documento reafirma metas de LDL-C, destaca o impacto da exposição cumulativa às lipoproteínas aterogênicas ao longo da vida e amplia o papel do escore de cálcio coronário (CAC) na estratificação de risco e na personalização da intensidade terapêutica.

Para clínicos e cardiologistas, a mensagem é clara: colesterol continua central, mas a imagem passou a ter papel decisivo no refinamento da conduta.

O escore de cálcio na prática clínica

O escore de cálcio coronário não deve ser interpretado de forma simplista. Um CAC zero pode reduzir incertezas em determinados cenários de prevenção primária, especialmente quando ainda existe dúvida sobre iniciar terapia farmacológica.

Entretanto, CAC zero não significa ausência absoluta de risco e não deve ser utilizado para “desriscar” pacientes com hipercolesterolemia familiar, tabagismo ativo, diabetes em certos contextos ou história familiar muito forte de doença coronariana.

Escore de cálcio (CAC)

  • Ferramenta robusta de reclassificação de risco
  • Particularmente útil em prevenção primária
  • CAC zero reduz incerteza clínica
  • CAC elevado favorece intensificação terapêutica

AngioTC de coronária

  • Detecta aterosclerose mesmo sem calcificação
  • Avalia extensão da doença
  • Diferencia placas calcificadas e não calcificadas
  • Identifica sinais de vulnerabilidade da placa

LDL e aterosclerose

  • LDL é agente causal da aterosclerose
  • Exposição cumulativa ao longo da vida importa
  • Particularmente relevante em jovens e diabéticos
  • Imagem complementa, mas não substitui a fisiopatologia

O valor da angiotomografia coronária

A angioTC permite ir além da simples pergunta sobre presença de obstrução. O método identifica presença de placa aterosclerótica, avalia extensão da doença e caracteriza padrões de placa.

Mesmo pacientes com CAC zero podem apresentar aterosclerose não calcificada detectável na angioTC. A tomografia também permite identificar sinais associados a maior risco, como placa de baixa atenuação, remodelamento positivo e calcificações puntiformes.

Evidência clínica: estudo SCOT-HEART

Os resultados de 10 anos do estudo SCOT-HEART mostraram que a estratégia guiada por angiotomografia coronária em pacientes com dor torácica estável reduziu morte por doença coronariana ou infarto não fatal, especialmente infarto não fatal.

Esse benefício ocorreu principalmente pela intensificação sustentada de terapias preventivas após documentação anatômica da aterosclerose.

Visualizar a aterosclerose mudou o comportamento terapêutico — aumentando o uso de estatinas e outras estratégias preventivas e reduzindo eventos cardiovasculares ao longo do tempo.

Fenotipagem da aterosclerose

A tomografia coronária não mede apenas estreitamento luminal. Estudos derivados do SCOT-HEART demonstraram que a carga de placa não calcificada de baixa atenuação foi um dos preditores mais fortes de infarto, superando a avaliação baseada apenas na estenose.

Isso reforça um conceito fundamental: a angioTC permite caracterizar biologicamente a aterosclerose.

Aplicações clínicas mais amplas

Além da prevenção, a angiotomografia também pode contribuir em cenários agudos e no planejamento terapêutico. Dados derivados do estudo VERDICT mostraram associação entre extensão da doença na angioTC e prognóstico em síndromes coronarianas agudas sem supra de ST.

Da mesma forma, experiências discutidas a partir do estudo SYNTAX II sugerem que a angioTC pode participar do planejamento terapêutico integrando anatomia coronária, carga aterosclerótica e avaliação funcional, inclusive com FFR-CT.

Conclusão prática

O escore de cálcio continua sendo excelente ferramenta de reclassificação de risco em prevenção primária. Já a angiotomografia coronária é particularmente valiosa quando a pergunta clínica envolve presença real de aterosclerose, caracterização da placa ou necessidade de individualizar intensidade terapêutica.

Depois de mais de duas décadas acompanhando a evolução do método, a angioTC de coronária se consolidou como uma das ferramentas mais inteligentes para aproximar prevenção cardiovascular de medicina personalizada.

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A avaliação evolutiva por ressonância magnética (RM) do fígado em pacientes com metástases hepáticas de adenocarcinoma de cólon após quimioterapia é um passo fundamental na radiologia oncológica moderna. Em muitos casos, a redução do tamanho da lesão não é suficiente para definir resposta completa, pois lesões residuais podem corresponder a tumor viável, fibrose/cicatriz pós-tratamento ou necrose.
Ablação Guiada Por Imagem

A ablação de uma lesão hepática ou renal pode ser feita por meio da aplicação de calor (radiofrequência ou micro-ondas) ou frio extremo (crioablação). A ablação é melhor indicada para pacientes que possuem tumores pequenos ou não podem ser submetidos a uma cirurgia convencional devido a fatores de saúde, além de poder ser realizado como procedimento misto na abordagem cirúrgica. Além disso, a ablação preserva a função dos órgãos, sendo uma solução menos agressiva na grande maioria dos casos.

Biópsias e Drenagens percutâneas

Dr Nacif utiliza do USG e da TC para realização de biópsias e drenagens percutâneas dos mais diversos órgãos e estruturas do nosso corpo. 

As biópsias mais utilizadas são as biópsias oncológicas de nódulos hepáticos, pulmonares, renais, pancreáticos, no retroperitoneo e ósseas. Também é possível realizar biópsias de parênquima para estudo de doença renal ou hepática.

As drenagens mais utilizadas são das cavidades abdominais e ou pélvica e do tórax.

Estes procedimentos podem ser realizados por meio de anestesia local, sedação ou até mesmo anestesia geral dependendo do caso e complexidade.

Os procedimentos mais realizados são:

1- Biópsia de fígado

2- Biópsia de pulmão

3- Biópsias de linfonodos

4- Biópsias de tumores

5- Biópsia de rim 

6- Paracentese abdominal

7- Drenagens de cavidades peritoneais

8- Drenagens de cavidades pleurais

9- Drenagens de coleções em pós operatórios

TC e RM Cardiovascular

A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) cardiovascular são ferramentas avançadas para avaliar as estruturas cardíacas e os vasos sanguíneos. Com a TC cardiovascular, é possível obter imagens detalhadas das artérias coronárias e detectar doenças cardíacas, como a aterosclerose, além de avaliarmos as válvulas, pericárdio e o miocárdico. Já a RM cardiovascular fornece informações detalhadas sobre a função, caracterização tecidual, perfusão e detecção de fibrose. São inúmeros os trabalhos que colocam estes dois métodos como fundamentais na cardiologia moderna.

 

Com profissionais treinados e equipamentos de ponta, essas tecnologias são essenciais para melhorar a saúde e o bem-estar dos pacientes com doenças cardíacas.

Ultrassonografia

A ultrassonografia é uma ferramenta valiosa nos centros médicos, permitindo diagnósticos precisos e não invasivos. Com a habilidade de profissionais treinados, a ultrassonografia fornece imagens em tempo real do corpo humano, permitindo a detecção de doenças e lesões de forma rápida e segura. Isso possibilita tratamentos mais eficazes e melhora as chances de recuperação dos pacientes.

 

A ultrassonografia é um método fantástico que possibilita um maior contato do médico radiologista com o paciente e ainda pode ser realizado através de manobras dinâmicas além de utilização do Doppler como uma forma de diferenciação de algumas patologias.

 

Radiologia Convencional

A radiologia convencional, são os estudos com Raios-X e ainda auxiliam em muito os médicos e em diversas patologias podendo ser usado de forma dinâmica ou até mesmo com a utilização de meios de contraste.

Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada (TC) é uma ferramenta fundamental nos centros médicos mais modernos, permitindo diagnósticos precisos e rápidos. Com a ajuda de profissionais altamente treinados, a TC fornece imagens detalhadas do corpo humano, permitindo a detecção de doenças e lesões em estágios iniciais. Isso possibilita tratamentos mais eficazes e melhora as chances de recuperação dos pacientes.

 

Dr Marcelo utiliza amplamente as imagens volumétricas da tomografia computadorizada multidetectores e até as imagens com reconstruções em 3D, 4D e suas múltiplas projeções oblíquas para avaliação de pacientes com diversas patologias dentre elas as doenças oncológicas, cardiovasculares, neurológicas, infecciosas e inflamatórias, também os estudos de pré e pós tratamentos sejam estes cirúrgicos ou quimioterápicos. Estamos aumentando cada vez mais e ampliando a avaliação estrutural de próteses e órteses. Este método utiliza radiação e os protocolos são todos com dose reduzida além do contraste ser o mais seguro possível na atualidade.

Ressonância Magnética

Dr Nacif possui treinamento avançado em ressonância magnética, desde desenvolvimento de sequências a suas aplicabilidades clínicas e consegue aplicar amplamente este conhecimento em todas as áreas deste incrível método. A possibilidade de realizar as os diversos avanços como estudos de perfusão, difusão, espectroscopia, mapeamento multiparamétrico em T1, T2 e T2*, avaliação de gordura e fibrose além dos estudos dinâmicos com cineRM. É possível também a realização de segunda leitura de exames já realizados focando em estudos diagnósticos de alta precisão ou até mesmo avaliações evolutivas de doenças ou tratamentos em específico.

Os exames mais realizados por Dr Nacif são:

1- RM de abdome superior para estudo avançado hepático e de vias biliares

2- RM de coração repouso e sob estresse farmacológico com ampla aplicabilidade clínica

3- AngioRM de todas as regiões do corpo com estudo detalhado

4- EnteroRM com foco nas doenças inflamatórias intestinais

5- RM em músculo esquelético

6- RM com estudos avançados em obstetrícia

7- RM com estudos avançados para endometriose

8- DefecoRM

9- RM multiparamétrica de próstata e de neoplasia renal

10- Neuroimagem avançada

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